Arquivo para Agosto, 2008

A partir de agora é sempre a subir!

Já cá canta! Consegui arranjar trabalho, e ainda superei as minhas espectativas.

Vou comecar a trabalhar dia 15 de Setembro na Tippoff Marketing, em Clonmel, no condado de Tipperary, como representante de vendas directas.

“Vais andar a pedir ás portas?” Perguntam voces. Sim, mas só por enquanto, pois esta empresa tem também um programa chamado “Business Development Program”.

Este programa consiste em 5 etapas:

1- 10 dias á experiencia a vender porta a porta. Aqui tenho que mostrar o que valho, e o que posso trazer para a empresa. Serao avaliadas a minha ATITUDE, IMAGEM, PONTUALIDADE, MOTIVACAO, VENDAS E CRITICISMO.

2- Desenvolvimento a Líder. Continuarao a ser avaliadas as minhas capacidades, mas já tenho um número-alvo de 15 vendas a alcancar de modo a passar á próxima etapa.

3- Lideranca. Ainda estou sob avaliacao, mas já posso contratar 3 pessoas para a minha própria equipa. O número-alvo de vendas entre a equipa é de 51.

4- Crew Leadership. Ainda sob avaliacao, promovo os meus empregados a líderes e estes passam a criar as suas próprias equipas, comigo no comando geral. O número-alvo entre todas as equipas passa a 102 vendas.

5- Sócio-Gerente. Deixo de trabalhar no terreno, para passar a trabalhar directamente com o patrao. 20% do lucro bruto da empresa é meu, e comeco a ter treino na área da administracao, financas e tramites legais. Esses 20% nao vao para o meu bolso, mas sim para um fundo que mais tarde me permitirá criar a minha própria empresa. Após 8 semanas, sou mandado a dar uma curva, e entao é aí que a diversao comeca, pois está na altura de fundar a minha empresa de marketing directo.

Mas e o que é o meu patrao ganha em me financiar, abrir mao dos seus empregados e deixar me sair da empresa? Depois de eu ter estabelecido a minha empresa, como esta nao tem nenhum portfolio de clientes, o meu patrao “dá” me um dos seus, em troca de 20% do lucro bruto em relacao a esse cliente. Esperto!

Pois é camaradas, vou entrar no mundo dos negócios, e espero ter a minha empresa fundada para finais de 2009, se tudo correr bem. Vai ser um grande desafio para mim, mas pelo que vi depois de passar um dia no terreno com o meu futuro líder, penso que com dedicacao vou conseguir alcancar todas as metas estabelecidas.

Agora, vou precisar tambem da vossa ajuda, pois tenho que escolher um nome para a empresa, mas está difícil, portanto vou vos pedir a vossa opiniao ou sugestao em relacao a estes nomes:

a) Vanguard Direct Marketing

b) Sunshine Promotions

c) Velox Marketing

d) Outro, qual?

Ah, e para aqueles que se perguntam qual é o salário, este é 0. Pois, nao há salário, mas recebo x por cada venda, mas o mínimo que os meus colegas fazem, é quase o dobro daquilo que estou a ganhar no Clarion Hotel. Portanto, quanto mais trabalhar e vender, mais dinheiro faco e mais probabilidades de sucesso a minha empresa terá.

Mais noticias brevemente…

Comentários (3) »

Ambicoes

Neste terceiro post de um conjunto de tres, vou informar vos das mudancas que irao acontecer a curto e medio prazo na minha vida.

Como alguns ja sabem estou agora a viver além de com o Julien, também com um médico paquistanes chamado Dr. Nassier (Nassier para os amigos). O gajo é um bocado chato, pois além de me acordar ás 5 da matina a rezar, come da minha comida, utiliza as minhas toalhas e a minha pasta de dentes. Mas se há uma coisa boa que o gajo veio trazer aqui para casa, foi o facto de ser muculmano.

Alerta: Estas palavras nao sao minhas, pois toda a gente sabe que nao pratico religiao nenhuma, apenas carpfishing.

Passo a explicar: Se calhar ninguem da Terrugem conhece alguem que seja muculmano, mas a sua religiao é talvez a mais sábia á face da terra. Em relacao ao Nassier ele tem uma filosofia de vida extremamente interessante: Quando morrermos, e olharmos para a vida que tivemos na terra, o que vemos? Que passamos cerca de 40/50 anos a trabalhar árduamente para termos os cerca de 20 anos finais em sossego. Mas porque é que tem que ser assim? Porque nao podemos gozar de todas as regalias que Deus nos oferece?

Ao principio, fiquei naquela “Fogo, este gajo anda me a sarnar a cabeca outra vez!”, mas quando fui a Portugal, e toda a gente me perguntava de como estava a correr a coisa aqui na Irlanda e que planos tinha para o futuro, comecei a pensar que ja que arrisquei e abdiquei de tanta coisa para chegar aqui, porque razao devo ficar pelo meio do caminho e me tornar em comodista (que como muitos sabem, é a coisa que mais detesto!)

Bom, deixemos de lenga-lenga, a decisao que tomei foi que vou mudar de emprego e talvez de profissao ate Novembro. Porque? Porque embora esteja a ganhar a irlandesa, ainda estou a trabalhar a portuguesa (catrefada de horas extras que nem sao pagas, promessas de aumentos quebradas, promessas á politico de promocoes, perda de vida social, etc.), e tambem porque com este emprego nao consigo por em pratica a outra decisao que tomei, depois de visitar 4 capitais europeias neste ultimo fim de semana: Conhecer o mundo.

Pois é, nao estou maluco, apenas quero abracar os prazeres da vida antes da reforma. Portanto em 2009 vou comecar a viajar e a primeira viagem que quero fazer compreende destinos na Tunisia, Itália, Grécia e Turquia. Mas claro que vou precisar de uma enorme quantidade de €€€ e férias de gente normal, e este emprego nao me facilita a vida, logo se conseguir por o 1o plano em marcha, nao haverá nenhum entrave.

Numa primeira fase, até ao final deste mes, vou tentar arranjar qualquer coisa aqui em Sligo e arredores, mas como sligo é um condado pequeno com a mesma populacao de Elvas, por volta de Outubro/Novembro, vou encarar a hipotese de fazer as malas novamente e me mudar para uma cidade maior e com maior oferta, como Galway, Limerick, Cork, ou Dun Laoghaire. Dublin nao, porque embora goste da cidade para compras e passear, é muito stressante em termos de trabalho.

Se me mudar, vou ter que juntar dinheiro outra vez, tal como fiz quando me mudei para Sligo. O que me levará cerca de 2/3 meses.

Portanto pessoal, se quiserem deixar um comentário acerca destas minhas decisoes radicais, facam aqui no blog, e se quiserem criticar, pelo menos facam criticas construtivas, para que eu possa ponderar alternativas, pois este plano vai mesmo para a frente.

Um abraco,

Bruno

Comentários (2) »

4 meses

Já lá vao 4 meses que estou na Irlanda, e chegou a altura de fazer um balanco da minha estadia:

Clima: O facto de estar habituado ao frio e á chuva, apenas quer dizer que quando vou a Portugal, sinto que está bué calor, mas todos os dias praguejo pela m***a do tempo.

Amigos: Basicamente só conheco o pessoal que trabalha comigo, os meus companheiros de casa, AS MINHAS VIZINHAS, e uma catrefada de polacas que trabalham noutro hotel aqui em Sligo. O pouco tempo que me sobra, nao me facilita a minha vida social!

Noitadas: Os meses de Junho e Julho foram loucos, era tosga atrás de tosga, o que me levou a reduzir, pois o corpo andava massacrado e tinha tambem que juntar guito para ir a Portugal.

Trabalho: Este é o maior senao da aventura. Se ao menos eu tivesse um canudo, podia arranjar aqui em Sligo um empregozito das 9 ás 5, de 2a a 6a, e bem remunerado (pois que embora esteja a ganhar o triplo do que ganhava em Pt, é pouco em relacao aos padroes irlandeses).

Vida doméstica: Cada vez mais o cansaco do trbalho me obriga a deixar loica por lavar e roupa por passar durante 3 e ás vezes até 5 dias! Mas os meus cozinhados estao muito melhores.

Fumar: (vergonha) Infelizmente o stress do trabalho, obrigou me a abracar de novo o vicio que tanto trabalho me deu a largar.

Dinheiro: Consigo comprar tudo de bom e melhor para casa, fazer compras (roupa, dvd’s, jogos, etc.) todos os meses, apanhar 8 bubas e ainda juntar o suficiente para ir Portugal todos os meses. O problema é nao ter o vagar necessário para fazer isto tudo, o que me leva a juntar ainda mais dinheiro.

Saudades: Ainda agora voltei de Portugal, por isso, por enquanto estamos bem.

Em suma, a minha vida por aqui podia ser excelente, e por enquanto ainda só está no nível boa, devido ao meu trabalho. No próximo post vou falar sobre as minhas ambicoes em mudar isso e em tornar a minha aventura mais interessante.

Deixe um comentário »

De volta ao exílio

Já cheguei à Irlanda, de facto cheguei na 3a feira, mas só hoje consegui tempo para escrever.

Este artigo vai ser o primeiro de tres, onde vou relatar a minha escapadinha a Portugal, fazer o balanco dos 4 meses passados até agora na Irlanda, e falar da DECISAO que tomei enquanto estive em Pt. Quanto ás fotos prometidas, ainda estou á espera que o meu primo Nuno me envie, pois eu esqueco me sempre de tirar. :P

Na passada 5a feira parti no comboio com destino a Dublin à tarde e cheguei por volta das 22:00 ao Jacob’s Inn, onde fiquei impressionado logo assim que entrei, com a qualidade daquele “hostel” (ja vi hoteis de 4 e 5 ***** em Pt muito piores que este). Tinha uma fachada toda xpto, wifi gratis, e melhor ainda: uma recepcao maior que a do Hotel Sao Joao de Deus (nao é muito dificil).

O problema, foi que quando cheguei os pc’s tinham ido abaixo, e nao me podiam fazer o check-in. Fui solidário com os meus colegas de profissao e disse lhes para estarem á vontade. Fica já aqui um apelo a todos: Se o recepcionista nao consegue fazer o check in, nao vale a pena se porem aos berros e a pressionarem as pessoas, pois a maioria dos recepcionistas nem sequer gosta daquilo que faz e se apertam muito com eles, o que pode acontecer é levarem uma resposta que nao gostem, ou pior, ser lhes atribuido um quarto na cave! Nao se esquecam que quem manda é o recepcionista, ainda nao inventaram hoteis self service onde o cliente escolhe o quarto.

Às 23:00, là o recepcionista me chamou, e me deu entrada. Outra surpresa foi o exemplar profissionalismo com que fui atendido, mesmo com o hostel cheio (com cerca de 200 e tal pessoas hospedadas), o que me levou a perguntar lhe porque ele estava a trabalhar ali e nao num grande hotel internacional. O gajo respondeu me que ali só atende gajas novas e nos grandes hoteis é só velhas. É esperto!

Nao consegui dormir nada, pois estava num dormitório mixo com cerca de 20 gajos e gajas da Itália e Espanha, que tinham vindo a Dublin para a Fiesta. Ás 3:30 lá tocou o despertador e como sou vingativo, deixei o tocar e tocar, para acordar o pessoal todo que ficou bué lixado. Ah pois é!

Cheguei a Amesterdao ás 9:00 e fui dar uma volta pela avenida do aeroporto, onde pude ver as duas grandes atracoes turisticas dessa cidade: gajas e porros! As gajas nao eram prostitutas, mas eram jeitosas e bem vestidas. Quanto aos porros fiquei muito admirado quando vi um rastafari a andar em direccao á entrada do aeroporto com um nas unhas,  quando chegou ao pé dos segurancas o apagou e entrou no terminal. Os segurancas nao disseram nada!

No voo para Lisboa, estava um bocado chateado porque me calhou um lugar no meio do banco, e eu só gosto do lugar ao pé da janela, e ainda por cima, o ar condicionado nao funcionava. Felizmente lá se sentou ao meu lado uma holandesa de nome Astrid (spelling?), com quem vim a falar o caminho todo até Lisboa, e lá ajudou a tornar a viagem mais fácil. Thanks Astrid, you saved my flight!

Chegado a Lisboa, saio na porta das chegadas e vejo uma multidao de chinocas com cartazes com dizeres asiaticos, o que me levou a pensar se nao tinha desembarcado em Shangai. Lá no fundo encontrei o meu primo Edgar que tinha vindo me buscar. Claro que como estou habituado ao clima irlandes, quando sai do aeroporto parecia que estava a arder, pois estavam 36 graus!

Quando cheguei á Terrugem, fui cumprimentar a família e fui para casa comer umas MIGAS, pois pessoal emigrante, comi umas MIGAS! E depois de jantar ainda bebi uma BICA! Á noite fui para a casa do Conguito fazer o habitual petisco das festas, onde levei uma garrafa de whisky irlandes, e como estou habituado a beber a irlandesa, foi shots a rodar.

O problema foi que na Irlanda a noite dura até á meia noite e nas festas da Terrugem dura até amanhecer, o que me tombou ás 5 da matina, e me levou a vomitar na minha casa de banho. Até me deixei dormir com a cabeca na sanita e com o tampo fechado! eheheh

No sabado passei a tarde na piscina dos meus tios e á noite fui jantar com os meus ex-colegas do HSJD na barraca dos frangos, para matar as saudades e por a conversa em dia. E depois disso lá fui outra vez para a travessura, mas desta vez a beber á portuguesa, sem pressa (e sem whisky). Foi uma noite altamente, onde toda a conversa ia dar ao dente partido (eheheh). Já de manha, e depois de beber o Banacao á do Patilhas, lá cumprimos a tradicao e fomos atrás da banda que faz a arruada pela manha. Este ano o tema foi o grande exito internacional “Cuecas amarelas” de Ricardo Xibanga. Ainda fomos ate a Sociedade comer e beber antes que o pessoal fosse para casa. Como eu nao gosto que as pessoas na rua me digam para ir para casa, fiz me torto e ainda andei pelas ruas até as 4 e meia, altura em que as forcas ja me faltavam e me fui deitar.

No Domingo, basicamente só saí mesmo para me despedir do pessoal, pois á meia noite fui para casa me deitar. Tinha que me levantar ás 5:00.

O aviao para Paris atrasou se meia hora, devido a razoes de seguranca, e quando cheguei a Paris, só já tinha 20 minutos para apanhar o outro aviao para Dublin. Como Franca esta em alerta laranja face á ameaca de terrorismo, demorou 1 hora e meia para passar pela seguranca. Claro está que perdi o voo, mas depois de conter a minha fúria e ser extremamente bem educado com o empregado do apoio ao cliente, lá consegui que me compensassem com outro voo no dia seguinte e uma estadia num hotel da mesma empresa onde trabalho com tudo pago! Telefonei ao meu pai e depois ao meu chefe, que me disse que nao fazia mal pois no outro dia tambem estava de folga (se me tivesse dito antes, tinha ficado em Pt mais um dia!).

Chegado ao Comfort Hotel do aeroporto Charles de Gaulle, a primeira coisa que disse ao recepcionista foi que trabalhava na recepcao de um clarion hotel, o que me levou a ter tratamento Vip, e ficar no melhor quarto do hotel. eheheh

Depois de tomar uma banhoca, desci e fui tomar uma cerveja antes de jantar, para depois ir ao centro de Paris tirar umas fotos. Os plando foram alterados quando um canadiano frances que tambem tinha perdido o voo me interrompeu e um militar frances que ia para o Darfur se juntaram a mim a beber canecas. Em suma, nao fui a Paris, e apanhei uma tosga que me esqueci do casaco no restaurante. É o que dá, qaundo me oferessem tratamento Vip com tudo pago!

Na terca feira (finalmente) cheguei a Dublin, e como tinha imenso tempo, fui dar uma volta pelo centro, onde me fartei de andar com uma mala de 22kg á pata, pois uma das rodas partira se. Lá encontrei uma loja de chineses bué estranha, que era um ciber café, vendia capas para telemovel e guardava malas! Deu para ver o email, e guardar a mala enquanto fui dar uma volta pela O’Connel Street e Parnell Street.

Tenho que ir mais vezes a Dublin, pois é a segunda vez que visito e nao sei por que, é uma cidade que me fascina, pelas sua avenidas colossais, pela alegria que os músicos de rua transmitem aos passantes, e também porque em Dublin, se pode encontrar de tudo o que queiramos comprar.

Ás 7:00 finalmente cheguei a casa em Sligo, mas com estava exausto, fui me deitar sem sequer abrir a mala e provar um dos queijos ou chouricos que a minha mae me pos na bagagem.

Soube me imenso bem esta viagem, principalmente porque pude matar as saudades da familia e dos amigos, e pude também tirar um tempo para reflectir sobre a minha estadia aqui na Irlanda e as minhas ambicoes para o fururo. Tambem me fez bem conhecer outras cidades, falar com outras pessoas, conhecer outras culturas e custumes.

Tenho que fazer isto mais vezes…

Comentário (1) »